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:::::  Ao som da música  :::::

Amilcar Soares

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Graus Modais

Além da sucessão dos tons e meios-tons que formam as escalas, há uma particularidade que acusa rapidamente o modo a que elas pertencem. São os intervalos que o 3º e 6º graus formam com a tónica da escala, que indica o modo Maior ou Menor dessa escala.

Se estes graus (3º e 6º) formam com a tónica uma terceira e uma sexta maiores, a escala é do modo Maior. Se por outro lado formam intervalos de 3ª e 6ª menores, a escala é do modo menor. 

O  3º e 6º graus são chamados de graus MODAIS, pois caracterizam o modo.

 

  

Tonalidade

A tonalidade é a base de construção de qualquer trecho musical. Os elementos fornecidos pela base tonal, são as respectivas notas da escala. A tónica, para além de dar o seu nome à escala, também o dá à tonalidade do trecho musical. Por exemplo, com as notas da escala de Dó Maior, constrói-se  um trecho musical na tonalidade de Dó Maior. Efectivamente, quando se diz que uma música ou trecho musical está na tonalidade de Sol maior, por exemplo, isto indica que o mesmo foi escrito com as notas pertencentes à escala de sol Maior, ou seja com o uso do FÁ #.

A tonalidade é referida vulgarmente por TOM, embora não se deva confundir Tom de tonalidade com Tom com intervalo entre duas notas.

  

Divisão do Tom

O intervalo de um tom existente entre dois graus, é sempre divisível em dois meios-tons. Para obter esta divisão recorre-se a um som intermediário.

Esta divisão pode ser feita de duas formas:

1) Alteração ascendente a partir do grau inferior com o uso de um sustenido.

2) Alteração descendente a partir do grau superior com o uso de um bemol.

Os meios-tons resultantes desta divisão, são de espécies diferentes sendo um Diatónico e outro Cromático.

O meio-tom diatónico é o que se encontra entre duas notas que ocupam graus diferentes.

O meio-tom cromático é o que se encontra entre notas que ocupam o mesmo grau, sendo uma delas afectada por um acidente.

Estas considerações são importantes no estudo das escalas cromáticas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escalas Maiores

Todas as escalas tomam o nome da sua Tónica, embora possam começar por qualquer nota. Quando se fala em escala maior, entende-se escala diatónica do modo maior.

Se a tónica for por exemplo Dó, então a escala é de Dó. Caso a escala comece por outra nota diferente de Dó, tem sempre de manter os intervalos entre as respectivas notas que constituem esta escala. Todas as escalas maiores têm de ter  5 tons e 2 meios-tons, caso contrário temos de recorrer às alterações, para que estes intervalos lá estejam.

ESCALA DE DÓNesta escala de dó, os graus assinalados com a linha curva, representam meio tom e todos os outros distam entre si de 1 tom. Todas as escalas no modo maior têm esta configuração mesmo que seja necessário recorrer a alterações.

Formação da escala de SolVejamos a clave de Sol M. Analisando as notas, a sucessão de sons até ao 6º grau está certa, mas entre o 6º e 7º existe meio-tom de distância e entre o 7º e 8º um tom, o que está errado. Para corrigir, aplicamos um sustenido ao 7º grau e fica tudo certo.

Esta escala de Sol foi só exemplificativa e foi usado um sustenido acidental para manter correctamente as distâncias tonais da escala. Na formação das escalas, estas alterações são constitutivas, colocando-se como armação de clave.

Com o uso dos sustenidos, obtêm-se as seguintes escalas:

Escala de SOL Maior

Escala de RÉ Maior

Escala de LÁ Maior

Escala de MI Maior

Escala de SI Maior

Escala de FÁ# Maior

Escala de DÓ# Maior

Facilmente se reconhece qual a escala que se forma com determinados sustenidos constitutivos. Basta reparar que o último sustenido aplicado é sempre o 7º grau da escala à distância duma 2ª menor da tónica. Por exemplo se o último sustenido for fá#, a escala é de sol (fá » sol).

Com o uso dos Bemois, obtêm-se as seguintes escalas:

Escala de FÁ Maior

Escala de SI b Maior

Escala de MI b Maior

Escala de LÁ b Maior

Escala de RÉ b Maior

Escala de SOL b Maior

Escala de DÓ b Maior

A tónica das escalas maiores com bemois encontra-se à 4ª justa inferior do último bemol utilizado. Assim, quando houver mais que um bemol constitutivo o penúltimo ocupa o mesmo grau da tónica, ou seja, dá o nome da sua nota à escala. Somente na escala de Fá, tem o Si sustenido como único.

Escalas Menores

As escalas diatónicas do modo menor, têm duas fórmulas de se formarem. São elas a Harmónica e a Melódica.

Na escala Harmónica, também chamada de uniforme, já que a ordem ascendente é igual à ordem descendente, altera-se meio-tom o 7º grau na ordem ascendente e na ordem descendente.

Este exemplo sobre a escala de Lá menor na sua forma harmónica, indica a vermelho os graus de meio-tom. Comparando com a sua relativa maior (DÓ) verifica-se que entre o graus 6 e 7 existem um tom e um meio-tom, e entre os graus 7 e 8 somente meio-tom.

Na escala Melódica, também chamada de biforme, já que a ordem ascendente é diferente da ordem descendente, alteram-se meio-tom ascendente o 6º e 7º graus na ordem ascendente, e destróem-se as mesmas alterações na ordem descendente.

Este exemplo sobre a escala de Lá menor na sua forma melódica, indica a vermelho os graus de meio-tom. Comparando com a sua relativa maior (DÓ) verifica-se que entre o graus 5 e 6 foram alterados para 1 tom, e os graus 7 e 8 foram alterados para meio tom. No modo descendentes estes acidentes destróem-se.

Nesta escala melódica, verifica-se uma particularidade interessante, o 7º grau perde a qualidade de sensível, denominando-se de sub-tónica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escalas Simples

Escala Simples é a escala que não excede a oitava justa, ou seja, a escala começa e termina com a sua tónica.

Qualquer sequência de notas, mesmo por graus conjuntos, que não comece e acabe com a tónica, é somente um fragmento de escala. 

Escalas Relativas

Se analisarmos as escalas, verificamos que existem escalas maiores e menores com a mesma armação de clave, ou seja, as mesmas alterações constitutivas. As escalas dizem-se relativas, quando têm a mesma armação de clave. Todas as escalas maiores, têm uma relativa menor e vice versa.

As relativas maiores e menores relacionam-se entre si, distando de uma 3ª menor, ou seja, a tónica da escala menor, encontra-se uma 3ª menor inferior da tónica da sua relativa maior.

Por exemplo, a escala de Sol maior tem como relativa menor a escala de mi menor.

 

COMAS

Numa análise mais aprofundada, cada tom está subdividido em 9 partes que tomam a designação de Comas. O tom fica assim dividido quase ao meio, ficando a ala esquerda com 4 comas (meio-tom diatónico) e a outra metade com 5 comas (meio-tom cromático).

Pelo exposto, verifica-se por exemplo que o Dó# não é igual ao Ré bemol, sendo mais alto. Como esta situação originava nos instrumentos uma complicação extrema, concebeu-se uma forma de afiná-los de maneira a que o tom pudesse ser dividido exactamente ao meio, fazendo coincidir o Dó# com o Réb, fundindo ambas as notas numa só. A esta situação dá-se o nome de Temperamento.

A faculdade de passar dum sustenido a um bemol sem modificar o som chama-se Enarmonia ou Homofonia.

Atendendo a isto, são criadas escalas que enarmonizam com outras diferentes nas tónicas e armação de clave, mas que na execução, são tocadas as mesmas notas. Por exemplo as escalas de Fá# M e Sol b M embora diferentes, executam-se da mesma forma. Dizem-se escalas Enarmónicas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Continue a aprender nas próximas páginas  >>

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Actualizado em: 2001-07-26

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