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:::::  Ao som da música  :::::

Amilcar Soares

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Midi

Cordas Teclas Sopros Percussão Pauta

  ENCORE 4 (Saiba o que fazer com este programa)

É cada vez maior a utilização do computador para fins musicais, e por isso o mercado de software MIDI tem-se diversificado e possui actualmente capacidades extraordinárias. Existem hoje inúmeros produtos que permitem ao músico criar, editar e executar músicas com a ajuda da informática, existindo programas editores de  partituras dedicados à escrita musical, na sua notação convencional tal com o faz com os processadores de texto.  Com eles, podem-se produzir partituras impressas em papel, com um alto nível de qualidade, usufruindo de eficientes recursos de edição gráfica e tendo as facilidades da manipulação da música em formato MIDI, o que permite a audição do que está escrito na pauta, dando assim condições de se ouvir imediatamente aquilo que se está a escrever.  A evolução destes programas tem sido tão grande que, hoje o utilizador dispõe de facilidades que permitem obter um resultado final de impressão tão bom quanto as obras musicais publicadas pelas editoras especializadas. O Encore é um bom exemplo disso. Na minha opinião, é um dos melhores programas musicais disponíveis no mercado, para o fim a que se destina.  A versão 4 para PC/Windows, recentemente lançada, preserva a excelente operacionalidade, incluindo algumas funções novas e muito úteis.

     Instalação e  Configuração

O procedimento de instalação do Encore é semelhante a todo o software para o Windows.Para quem já tenha instalado versões anteriores, notará uma diferença, que é o teste prévio do Hardware na sua interface MIDI, onde o utilizador define logo as portas MIDI de saída (A e B) durante a instalação, podendo contudo modificá-las mais tarde. Ainda durante esta fase, é solicitado a testar se está tudo a funcionar correctamente. 

Para que o programa apresente correctamente no monitor e na impressora todos os caracteres próprios da notação musical, o Windows necessita de instalar as fontes especiais para o efeito. São elas Anastasia e Frets. Nas versões mais antigas do Encore, tornava-se necessário o uso do programa Adobe Type Manager para gestão destas fontes, mas actualmente com esta nova versão, todo o processo é automático e feito durante a instalação.

Sendo um programa específico para a escrita de símbolos musicais, o Encore destaca-se pelos recursos gráficos que oferece. Tudo o que se escreve na pauta é interpretado pelo programa como sendo um objecto, de forma que as tarefas de edição ficam bem mais eficientes, como, por exemplo, no caso da manipulação de arcos de ligadura e textos inseridos na partitura. Para se escrever qualquer símbolo na pauta, basta seleccioná-lo a partir de uma das 11 paletas, cada qual contendo um grupo de símbolos (Notes, Clefs, Graphics, Tools, etc). Para facilidade de operação, o utilizador pode manter abertas, simultaneamente, todas as paletas de símbolos que desejar. è só uma questão de gerir o espaço no monitor.

O utilizador tem disponível três formas distintas de inserir as notas na pauta. Pode usar o teclado ou o rato do computador, um instrumento MIDI ligado à sua placa de som (ver como fazer), ou o teclado virtual (uma das inovações da versão 4), que mostra na tela a representação de um teclado de piano, que transforma as teclas do computador num teclado musical, onde cada tecla corresponde a uma nota no teclado. Este, pode ainda ser controlado pelo rato. A escrita através do rato é muito fácil, pois o utilizador escolhe na paleta o símbolo que deseja (no case de serem notas musicais, tem as teclas numéricas para atribuir os tempos das notas) e coloca-o na pauta, na linha ou espaço respectivo. Basta clicar com o botão do rato e arrastar a nota para a sua posição, soltando-a depois. Mover notas de posição, alterar suas alturas e muitas outras alterações são procedimentos também extremamente fáceis. Na operação de edição no Encore, pode-se manipular notas individuais, compassos inteiros ou pautas inteiras, sendo que é possível seleccionar notas e/ou compassos consecutivos ou não, tornando a selecção de trechos bastante versátil.

Esta versão do Encore, traz a novidade da toolbar configurável, onde o utilizador pode criar uma barra de ferramentas horizontal personalizada, contendo os botões com as funções que utiliza com mais frequência. Uma outra inovação é a possibilidade de se aplicar a função de zoom a qualquer trecho da partitura, com graus de ampliação definidos também pelo utilizador. Além disso, a edição das pautas no Encore conta agora com a facilidade de configuração de cores, onde o utilizador pode definir cores para determinados objectos (notas, textos, etc.), o que melhora bastante a visualização do trabalho. Toda a janela de operação pode ser totalmente configurada ao gosto e necessidades de cada utilizador. 

A música, obviamente, é visualizada na partitura, mas esta pode ser mostrada como uma página, mostrando as pautas em sistemas/linhas, ou então como uma página horizontal sem fim (Line View). Em uma janela específica (Staff Sheet), pode-se seleccionar - para cada pauta - os canais de MIDI, os timbres (patches), bem como o volume. É possível também ajustar as dimensões de cada pauta, dentre quatro tamanhos diferentes.

Trabalhar com o Encore é bastante user-friendly (amigável), de forma que, mesmo para quem não tenha experiência com o computador, é relativamente fácil escrever uma partitura comum. Quase todas as operações efectuadas pelo utilizador, podem ser desfeitas (Undo), evitando assim qualquer intervenção desastrosa. Embora disponha de uma ajuda (Help) muito fraco, não há um texto de Ajuda On-line, mas brevemente será distribuído no Brasil pela empresa distribuidora nesse local do produto, de informação em português (Deve procurar na Internet pela empresa NovaMente - aqui fica a dica).

  
   Trabalhando com o Encore

Em cada partitura pode ter-se até uma máximo de 64 pautas (staffs) por sistema, o que permite criar grades de orquestra com grande número de instrumentos. O programa suporta suporta todos os tipos de claves usuais, incluindo percussão, e o utilizador pode criar alterações de claves, compassos e tonalidades em qualquer ponto da pauta. Um recurso especial permite que se crie uma linha de tablatura, para mostrar a execução das notas de guitarra, com todos os símbolos especiais para este tipo de representação.

Quando as notas são inseridas com um instrumento via MIDI, o Encore mostra imediatamente a cabeça das notas, em tempo real, à medida que as mesmas vão sendo tocadas. Pensando nos muitos utilizadores que têm placa de som mas nenhum teclado MIDI, a Passport incluiu um teclado virtual, que transforma o teclado do computador em um teclado musical, onde as teclas executam notas musicais, inclusivamente acordes, o que facilita bastante determinada entrada de notas. O teclado virtual também pode ser tocado pelo rato. Na gravação via MIDI, as notas executadas podem ser quantizadas, corrigindo leves erros de tempo (com facilidades para interpretação de quiálteras). O Encore pode operar sincronizado com outro equipamento MIDI, pois pode gerar e reconhecer MIDI clocks, e permite que sejam filtrados determinados eventos MIDI na gravação, com a reverbação, o ataque das notas e a modulação, disponível em muitos teclados. Podemos ainda inserir as notas uma de cada vez, escolhendo a figura (duração) na paleta ou através da teclas numéricas do teclado, e clicando com o rato a posição na pauta, ou então tocando a nota no teclado virtual ou no instrumento MIDI externo.

A notação de bateria e percussão mereceu uma atenção especial na versão 4. As cabeças das notas da pauta de percussão podem ser representadas por oito símbolos diferentes (X, losango, quadrado, etc.), usados para esse propósito, e agora o Encore é capaz de representar correctamente, em termos de pauta de percussão, as figuras e alturas referentes aos instrumentos de percussão (bombo, caixa, prato, etc.), independentemente da sua altura real no mundo MIDI. Isso resolve um problema mortal que havia até então, pois as notas reais que disparam os sons de bateria e percussão nos equipamentos MIDI não estão nas mesmas alturas de suas representação convencional. Com o mapeamento, o Encore permite ao utilizador criar tabelas para cada equipamento que usar, relacionando as notas reais MIDI com sua representação específica na pauta. Também foram incluídos nesta nova versão alguns símbolos especiais para pratos e baquetas.

Numa partitura do Encore, cada pauta pode conter até oito vozes, que podem ser inseridas em canais diferentes (e com timbres diferentes). Pode-se ter uma visualização separada das notas de cada voz (inclusive usando-se cores diferentes), e a edição também pode ser feita separadamente para notas de cada voz. Isso é de extrema utilidade para quem escreve uma pauta para naipe de metais, por exemplo, e depois precisa separar as notas de cada instrumentista, pois é possível extrair cada voz, para então montar as partituras individuais. E o Encore ainda permite que o utilizador trabalhe com várias partituras simultaneamente, de forma que é possível copiar trechos de uma em outra (fantástico).

 

A apresentação gráfica da partitura é excelente, havendo facilidades para o utilizador manipular o espaço entre símbolos, quer seja de forma automática, quer seja manualmente. Pode ainda ajustar-se a posição horizontal ou vertical de pautas individuais, de forma a obter-se o melhor resultado visual e estético possível. É possível incluir textos como título, sub-título, nome do autor, designação do género e andamento, instruções extras, informação de copyright e numeração de páginas e de compassos. As pautas da grade podem ser ligadas por chaves, colchetes ou barras, e as divisões de compassos podem ser livremente posicionadas na horizontal, podendo atravessar ou não as pautas do sistema.

Há recursos para ajustar as dimensões da partitura impressa às características do papel a ser usado na impressora, podendo-se efectuar reduções ou ampliações da imagem a ser impressa. Com o recurso do zoom, o utilizador também pode visualizar uma página inteira da partitura.

Diversos símbolos podem ser incluídos à partitura, alguns deles podem ser vinculados às notas (uma fermata, por exemplo), de forma que quando uma nota é movida de sua posição, os símbolos a ela associados também são movidos de lugar. Também é possível escrever textos na partitura, na posição e com a fonte de letra (entre as disponíveis no Windows) que se desejar. A letra da música também pode ser escrita - em qualquer posição (abaixo ou acima da pauta) - e as sílabas das palavras são vinculadas às respectivas notas na pauta.

As cifras de acordes e os respectivos símbolos de sua armação na guitarra também podem ser incluídos na partitura. O usuário define o tipo de acorde e o baixo (ex: Dm/F#), e o Encore encarrega-se de inserir a cifra e/ou o símbolo com a posição dos dedos no braço do violão. O software contém uma enorme colectânea das cifras comuns, e ainda permite ao utilizador criar cifras especiais.

Alguns símbolos de dinâmica que são inseridos na partitura da música são interpretados e executados quando a música é tocada pelo Encore através da placa de som ou em algum instrumento MIDI. É o caso de indicações de pedal, crescendos, indicações de oitava (acima/abaixo), e demais alteração de volume (p, pp, mp, mf, ff). Também as designações de repetições, finalizações e coda podem ser interpretados, se o utilizador assim quiser.

Acompanhando a tendência actual dos programas com funcionalidades MIDI, o Encore oferece facilidades para o que o utilizador trabalhe com nomes de instrumentos, e não com os números de patches dos seus sintetizadores. Para isso, basta seleccionar o equipamento que está a ser utilizado para a execução MIDI da música. Se ele não constar da lista, deverá ser incluído, definindo-se a tabela com os nomes dos timbres para cada número de patch.

Obviamente, o Encore pode importar arquivos em formato Standard MIDI File, mas também pode abrir arquivos de partitura do Music Time, e arquivos de sequências feitos no Master Tracks, outros programas da da Passport que poderá testar. Todo trabalho executado no Encore deve ser salvo em seu formato próprio (.ENC), que preserva todos os símbolos de notação musical, mas é possível exportar a música em formato Standard MIDI File ou no formato do Master Tracks, que não preservam todos os símbolos da partitura

      CONCLUSÃO

Originalmente desenvolvido para Macintosh, o Encore acabou por tornar-se um padrão de facto de entre os programas de edição de partituras para computadores. Esse sucesso deve-se à combinação que a Passport Designs conseguiu fazer entre capacidade e facilidade, isto é, criar um programa poderoso e ao mesmo tempo fácil de operar. Um programa editor de partituras deve possuir recursos de manipulação de dados MIDI em tempo real e, ao simultaneamente fornecer ferramentas para edição gráfica, mantendo sempre uma perfeita harmonia de vínculo entre eles. Além disso, os programadores têm ainda de satisfazer todas as necessidades exigidas pelos utilizadores, que exigem que o produto atenda a todas as particularidades possíveis num trabalho de escrita musical. E isso tudo sem criar dificuldades de funcionamento. É evidente que ainda há limites, mas temos observado nestes últimos anos a uma melhoria espantosa nos recursos e potencialidades dos programas deste género, sendo que muito poucos têm conseguido um lugar de ponta da disputa tecnológica.

A versão 4 do Encore prossegue no mesmo caminho original, não promovendo grandes alterações ao que já havia, mantendo os mesmos procedimentos operacionais que seus utilizadores já estavam acostumados, mas incorporando algumas funções extremamente úteis, como as inovações de escrita na notação de percussão, que certamente compensam a actualização para quem ainda possui as versões anteriores. Actualize-se neste site.

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Actualizado em: 2001-06-21

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